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Entre gerações, superação e velocidade: Guapimirim vive um sábado de kart raiz

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

O sábado em Guapimirim começou como todo apaixonado por automobilismo gosta: barulho de motor cedo, cheiro de combustível no ar e aquela sensação de que algo grande ia acontecer na pista.

E aconteceu.


A terceira etapa do CEK 2026 foi daquelas que mostram exatamente por que o kartismo é, ao mesmo tempo, base e essência do automobilismo.


De um lado, crianças dando os primeiros passos. Do outro, pilotos experientes reafirmando trajetória. No meio disso tudo, disputa de verdade.


A começar pela garotada. Ver categorias como Mirim e Cadete dividindo pista — mas construindo suas próprias histórias — é sempre especial. Rafael Vicente, por exemplo, conquistou sua primeira vitória na categoria com a naturalidade de quem ainda está descobrindo o próprio potencial.

E talvez esse seja o ponto mais bonito do kart: evolução visível, quase em tempo real.


Mas o sábado também foi de gente grande — e muito rápida. Na F4 Graduados, Enzo Guimarães mostrou que corrida se ganha também na cabeça. Depois de cair para o fundo do grid, aproveitou uma nova oportunidade e virou o jogo. Não é só braço. É leitura de corrida.


Na F4 Júnior, Miguel Poly entregou uma das cenas mais marcantes do dia. Mesmo após um incidente forte na última volta, seguiu na pista. Não por teimosia, mas por mentalidade. Por entender que corrida se termina.


Enquanto isso, Caio Cesar celebrava sua vitória com a leveza de quem ainda está descobrindo o esporte — e já colhendo resultado.


E se tem uma palavra que define o dia, talvez seja: coletivo.

A etapa foi marcada por desempenhos consistentes ao longo do grid, com diferentes equipes mostrando organização, preparo e evolução dentro da pista. Os resultados que apareceram na frente não vieram por acaso — são consequência de trabalho contínuo, formação e tempo de pista.

Mais do que destaques isolados, o que se viu em Guapimirim foi um conjunto forte, que reforça o crescimento do campeonato como um todo.

Isso fica ainda mais claro quando se ouve alguém como André Cupello. Experiente, vencedor, mas com o olhar voltado para quem está começando.

Guapimirim, aliás, tem disso. Não é só pista. É história. É casa, como muitos pilotos gostam de dizer.


E talvez seja exatamente por isso que o campeonato vem crescendo.

Mais organizado, mais competitivo, mais atrativo.

Como resumiu Mário Ferreira, com a satisfação de quem sabe o que está construindo: o evento aconteceu, fluiu, evoluiu. E ainda promete mais — inclusive fora da pista.

No fim das contas, o que ficou foi simples: o kart segue vivo, pulsando forte — e formando o que vem pela frente.

E isso, por si só, já vale a largada. Texto Patrícia Dantas

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